Quem ganha até 2,5 salários mínimos teve maior alta de inflação

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Famílias de menor renda, aquelas em que o rendimento mensal não ultrapasse 2,5 salários mínimos, sofreram um maior impacto da inflação no mês de maio, divulgou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), pautada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), nesta segunda-feira (6).

O IPC Classe 1 (IPC-C1) fechou maio com alta de 0,84%, motivado pela disparada nos preços dos grupos Habitação, Despesas Diversas e Comunicação, 0,2% a mais do que o IPC-BR, que atinge todas as famílias.

Segundo a FGV, no mês de abril o resultado foi de 0,69% – 0,15% menor do que o atual.

Nos últimos 12 meses, o indicador para as famílias de menor renda acumulou alta de 8,82%. Já o que mede a variação de preços para a totalidade das famílias, o IPC-BR, variou nos últimos doze meses 9,15% – número 0,67 ponto percentual menor.

Somente em 2016, o IPC-C1 já acumulou variação de 4,69%.

Justificativas

A FGV pondera que a alta de 0,84% do IPC-C1 em maio reflete elevação de preços em três das oito classes de despesa que compõem o índice. O destaque foi para a Habitação de uma deflação de 0,46% foi para inflação de 1,18%; Despesas Diversas, que percebeu um aumento considerável de 0,29% para 4,31% e Comunicação de 0,04% para 0,22%.

Por outro lado, segurando um pouco a alta que se construía, os grupos Transportes, que reduziu de inflação de 1,12% para deflação de 0,40%, Saúde e Cuidados Pessoais, inflação de 3,49% para 1,71%, Alimentação de 0,62% para 0,53%, Vestuário 0,82% para 0,48% e Educação, Leitura e Recreação, de 0,52% para 0,16%.

A desaceleração apresentada é em comparação com o mês de abril.

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